Sem nenhuma dúvida, a tempestade que atingiu a Ilha do Governador na madrugada do dia 15 de fevereiro foi devastadora. O evento foi classificado como tornado de nível 2, com ventos de 123 km/h.
Segundo a Comlurb, o tornado foi responsável pela queda de 310 árvores na Ilha do Governador.
No entanto, a resposta da Prefeitura foi muito lenta, principalmente porque, segundo o que apurou o engenheiro Wagner Victer, antigo morador da Ilha, a Coordenação Verde, que funcionava na Comlurb-Ilha, foi extinta em 2017. Segundo Victer, os garis da Ilha não tinham uma única motosserra para cortar as árvores caídas e desobstruir o trânsito. Além disso, a poda, quando feita, o era de maneira errada, cortando-se galhos apenas de um lado, o que desequilibra as árvores”.
Questionada pelo Jornal GOLFINHO se a Comlurb-Ilha receberia de volta a Coordenação Verde, a assessoria de imprensa da empresa respondeu apenas que “os serviços na Ilha continuam a ser efetuados pela Gerência de Serviços em Áreas Verdes”. Informou também que, até o dia 26 de fevereiro, haviam sido removidas “2.100 toneladas de resíduos”, que não foram contratados trabalhadores terceirizados e que “os serviços foram intensificados, em três turnos, com cinco equipamentos de poda, que atuaram atendendo somente a Ilha do Governador”.
Em diversas ruas da Ilha, bueiros completamente entupidos de terra preocuparam os moradores e comerciantes. O temor é que as famosas “águas de março fechando o verão” venham com intensidade e, não encontrando escoamento pelos bueiros e galerias obstruídos, causem novas enchentes, alagando ruas, arrastando automóveis e invadindo lojas e residências.
Além disso, muitos pedaços de tronco e galhos de árvores ainda não foram recolhidos, aumentando o risco de um novo drama para os insulanos.
Inúmeros moradores da Ilha, que tiveram danos em suas casas, lojas e automóveis, também penaram bastante com a falta de energia elétrica e internet, por longos dias.
No Quebra Coco, o empenho da COMLURB foi grande, mas ainda há resíduos a serem recolhidos e limpeza de bueiros a concluir.
A AMORCQ estuda uma ação conjunta com a sub-prefeitura, XX Região Administrativa e entidades envolvidas, visando a continuidade de manutenção corretiva e preventiva, que possa minimizar transtornos por ocasião de chuvas e demais ocorrências climáticas




